segunda-feira, julho 13, 2026
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Reforma Constitucional agrava a crise política no Senegal e Diomaye desafiado a criar partido

A crise política na vizinha República do senegal está a ser uma autêntica cópia do impasse político guineense de 2015 a data presente. O presidente dos Pastef, Ousmane Sonko se incompatibilizou com o Presidente Baciro Diomaye Faye de quem ajudou a ascender o cargo (como acontecera entre Domingos Simões Pereira e José Mário Vaz), mas a situação está a resvalar-se para campos inconciliáveis. Há cerca de 5 meses, a ex-ministra, Aminata Touré ‘Mimi’ entrou na polémica para coordenar a Coligação Diomaye Presidente e a situação deteriorou. Ousmane Sonko abandonou o cargo de Primeiro-ministro para assumir a Assembleia, mas a opção tem agravado cada vez mais o ambiente político. No dia 29 de junho, o parlamento foi palco de graves incidentes políticos ao ponto do deputado, Abdou Mbow ter sido retirado forçosamente da sala pelas forças de ordem a mando do Presidente Sonko. Em causa está a manifestação contra a reforma constitucional que, segundo os contestatários de Sonko, visa apenas tirar poder ao actual Chefe de Estado.

No mesmo dia, a Coligação Diomaye presidente promoveu uma conferência de imprensa para se posicionar sobre a crise no parlamento. Na sua intervenção, Aminata Touré ‘Mimi’ acusou o actual presidente do Parlamento, Ousmane Sonko de estar determinado a fragilizar o Chefe de Estado antravés de medidas e propostas antidemocráticas que pretende legitimar no parlamento.

Segundo Mimi Touré, a pretensão da bancada parlamentar dos Pastef não deve ir avante, porque o objectivo “é derrubar o Chefe de Estado a qualquer momento”. Touré, que estava ladeado de alguns dissidentes do Pastef que agora são apoiantes do Presidente da República considerou de “vergonhosa” a posição assumida por aquele partido que passa o tempo no parlamentar a xingar o Chefe de Estado.

“Mas tenho a dizer que, nós não vamos permitir que o País tenha um sistema parlamentar, como pretende os Pastef. Todos vimos o custo este sistema teve para os países que fizeram essa opção. Se formos para o arlamentar arriscamos a ter mais de 10 Primeiros-ministros por legislatura. Por isso, acho que o Presidente da República tem de assumir a sua responsabilidade e não permitir que haja esta reforma Constitucional”, indicou.

Bastante crítico a postura dos Pastef e sem nunca referir ao noe de  Ousmane Sonko, Mimi Touré afirmou que, uma das saídas para a presente situação política é o Presidente da República criar a sua própria formação política.

Nesta fase da crise, a opinião dos parlamentares do Senegal não eleitos pelos Pastef tem sido bastante crítica a postura e a forma como Sonko está a dirigir a Assembleia Nacional. Para além de não lhe reconhecer a legitimidade, sobretudo pela forma como ascendeu o cargo depois de ser demitido como PM, os seus opositores acusam-no de ser ditador e facista. Abdou Mbow que foi retiotrado da sala pelas forças de ordem, entende que, Sonko “condenado pela corrupção da juventude”, não pode nunca estar a frente de uma instituição digna de respeito como é o parlamento. “O Presidente da Assembleia Ousmane SONKO é um ditador… Ele é alguém incapaz de liderar um distrito, quanto mais uma Assembleia Nacional”

 

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