Seria uma autêntica praga de emigração clandestina e a maior de sempre a partir da Guiné-Bissau. Numa semana e em duas operações, a Polícia Judiciária da Guiné-Bissau desmantelou duas redes de emigração clandestibna e impediu que viajassem por via marítima, 100 cidadãos, maioritariamente estrangeiros. A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou igualmente uma rede de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal.
O primeiro desmantelamento aconteceu dia 18 de Março durante uma operação de grande escala realizada nas zonas de Matandim, em Bôr, onde foram detidos 40 cidadãos estrangeiros, na sua maioria provenientes da Guiné-Conacri. A informação foi avançada esta segunda-feira 18 de maio de 2026 pelo chefe do núcleo de comunicação de Polícia Judiciária que falava à imprensa, durante a apresentação das vítimas nas instalações de piquete de Bandim. Dias depois, a PJ voltou a desmantelar uma rede de tráfico de pessoas e auxílio à imigração irregular durante uma operação realizada quarta-feira (20) entre zona de Manel Iago e Bairro Militar, em Bissau. Segundo a mesma fonte, durante a ação foram resgatados 60 cidadãos estrangeiros, provenientes de diferentes países, considerados vítimas de mais uma rede criminosa. Seis suspeitos foram detidos pelas autoridades. Por sua vez, o Diretor Nacional da PJ, Domingos Correia, após a operação realizada no Bairro Militar revelou que as vítimas foram encontradas em condições precárias e sujeitas a diferentes formas de violência. Correia destacou que o combate ao tráfico humano exige um maior reforço no controlo das fronteiras e uma atuação mais rigorosa contra os grupos envolvidos no recrutamento e transporte ilegal de pessoas. O DN da PJ apelou ainda à colaboração da população na denúncia de situações suspeitas, sublinhando que a presença destas redes representa uma ameaça à segurança dos cidadãos. Recorde-se que, no passado dia 18 de março, a Polícia Judiciária já tinha desmantelado outra rede de tráfico humano na zona de Matandim, em Bor, também nos arredores de Bissau. As sucessivas operações realizadas pela Polícia Judiciária demonstram a crescente preocupação das autoridades face ao aumento de casos de tráfico de pessoas e imigração irregular no país, sobretudo na capital guineense. Segundo Braima Cissé, os quatro presumíveis autores da rede de imigração clandestina encontram-se detidos e deverão ser apresentados no dia seguinte ao Ministério Público para o seguimento do devido processo judicial. Cissé contou ainda que, na operação feita em Bissau, concretamente nas zonas de Bor foram identificados 40 pessoas de Guiné-Conacri, “e nesse preciso momento estão detidas nas instalações da PJ em Bandim”. Conta que, o processo tem quatro responsáveis que angariam o dinheiro pelo via de internet, enganando as pessoas de que, a Guiné-Bissau é uma rota mais fácil para viajar para outros países de Europa. “Estamos a falar de imigração clandestina. Neste preciso momento, as vitimas que se encontram numa situação péssima, porque após esse aliciamento estão nas celas de policia judiciaria em Bandim”. disse Sissé. Ele infirmou que, dentro em breve, a direcção da PJ irá informar as embaixadas dos respectivos países de origem das vítimas e dos suspeitos envolvidos no caso. Cissé apelou ainda aos cidadãos para optarem pelas vias legais de emigração para a Europa. NGS



