A escassez de gasóleo voltou a provocar preocupação entre os cidadãos da Guiné-Bissau, sobretudo na capital Bissau, onde vários automobilistas enfrentaram longas filas nos postos de abastecimento durante os últimos dias.
Motoristas de táxis, transportes públicos e proprietários de viaturas particulares relatam dificuldades para encontrar combustível, situação que está a afetar a circulação de pessoas e mercadorias em diferentes pontos do país. Alguns postos chegaram mesmo a suspender temporariamente a venda de gasóleo devido à redução do stock disponível.
Perante o cenário, muitos cidadãos mostraram-se inquietos com a possibilidade de agravamento da crise, temendo aumento dos preços dos transportes e dificuldades no funcionamento de serviços dependentes de combustível.
Entretanto, o Governo garantiu recentemente que não existe uma rutura total no abastecimento nacional. O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, afirmou que o stock de combustível continua assegurado e que as autoridades estão a acompanhar a situação para evitar maiores constrangimentos.
Apesar das garantias do Executivo, o jornalista de última hora constatou filas extensas em vários postos de abastecimento na cidade de Bissau, com condutores a percorrer diferentes zonas da capital à procura de gasóleo. �
Recentemente numa entrevista concedida ao jornal Última hora o Economista Afonso Gomes considerou que a situação está ligada às dificuldades de importação e aos impactos da instabilidade internacional no mercado petrolífero, fatores que têm pressionado vários países africanos dependentes da importação de combustíveis.
Enquanto isso, a população apela a medidas urgentes para normalizar o abastecimento e evitar consequências mais graves na economia nacional e no custo de vida dos cidadãos.
Iaia Sama



