Quando faltam seis meses para a data indicativa das eleições gerais (6 de Dezembro de 2026), nenhum partido ou coligação potencial vencedora das futuras eleições tem acesso a sua sede. Desde 26 de Novembro de 2025, a data dos disparos dos militares e que interrompeu o processo eleitoral é que, a maioria de sedes de partidos políticos na Guiné-Bissau foram encerradas. A ordem tímida dos militares contra o PAIGC e a sede de candidatura de Fernando Dias nos dias do alegado golpe, foi ganhando força até as sedes de quase todos eles ficarem encerradas, outras aparentemente, como são os casos do PTG, liderado por Botche Candé e APU de Nuno Nabian.
As sedes dessas duas formações políticas conforme constatou o Jornal Última Hora, estão frequentemente abertas e com presenças dos militantes ou responsáveis de segurança, contrrariamente a sede do PAIGC que, desde 2025, jamais algum militante/dirigente teve acesso ao seu interior, e o mesmo se pode dizer em relação ao MADEM G15 cujos motivos, estarão ligados às divergências dos próprios militantes.
A situação do PRS parece diferente. Há cerca de dois anos, o partido mergulhou-se numa crise interna que resultou na existência de duas direcções, mas desde Fevereiro último, tem havido bons ofícios entre eles para que haja um congresso de unificação. Existem neste momento duas sedes, mas o problema do PRS está na figura que deverá liderar o partido. Fernando Dias assume-se como candidato natural e afasta qualquer possibilidade de desistir.
Alguns militantes defendem um período transitório através da eleição de um veterano para a liderança, mas o nome apontado acabou por minar essa possibilidade. Falou-se na possibilidade de ser Ibraima Sori Djaló que de imediato teve oposição de apoiante de Fernando Dias.
Portanto o PRS entre às questões da sede e de liderança, este último constiotui prioridade, embora das duas sedes, a ocupada pelos apoiantes de Fernando Dias, também não funciona.
Seis meses após o suposto golpe que interrompeu às eleições nas quais Fernando Dias estava muito bem encaminhado para ganhar, os responsáveis dos partidos ponderão endereçar uma Carta Conjunta ao Comando Militar para pedir autorização de acesso as sedes e consequentenmente resolver muitos dos problemas neles pendentes.
O PAIGC, conforme os seus dirigentes, já tentou em mais de duas ocasiões junto do Comando Militar para pedir a autorização de reunir na sua sede, mas segundo informações dignas de crédito, a missiva não teve qualquer reacção. Foi por isso que, a maioria das deliberações e posições da direcção têm sido via online.
Uma fonte próxima a ambos o partidos (PAIGC, PRS e MADEM) assegurou ao UH que, está na agenda a intenção de escrever uma Carta Conjunta e devidamente fundamentada para o Comando Militar de modo a pedir abertura das sedes. Acontece que, contra essa intenção, estão políticos membros cdo Conselho Nacional de Transição que, neste momento substituem os partidos e que querem a continuidade do status quo.



