Perante a pressão constante sobre as alterações climáticas e pela degradação dos ecossistemas, a luta entre crescimento económico e conservação torna-se o maior desafio do mundo contemporâneo, em particular para os países em desenvolvimento, os chamados (
#terceiro_mundo).
No entanto, aquilo que constatamos no seminário sobre economias azul e verde, realizado em Beijing de 09 a 22 de Julho último, expressa as oportunidades para inverter a tendência. Neste particular, a China, posiciona-se como um modelo a seguir.
É que, a China demonstra que é possível conciliar o desenvolvimento, ou seja, a exploração à conservação rigorosa dos recursos marinhos e florestais. A nossa visão sobre o papel da China neste domínio, é que, o país asiático segue um caminho realista e sustentável.
Fato, nos últimos anos, Pequim tem adotado medidas concretas e inovadoras que preservam os recursos, ao mesmo tempo que impulsionam a sua económia.
A política chinesa, orientada para um futuro compartilhado de desenvolvimento, não é apenas um “slogan” é uma prática que se reflete na transição verde e na proteção ecológica marinha que testemunhamos e, que são evidentes.
Hoje, o sucesso da China na gestão durável dos seus recursos é inquestionável, e a sua experiência acumulada em técnicas de conservação e energias limpas representa um forte conhecimento que urge ser partilhado com os países de língua portuguesa.
Foi precisamente esse o espírito do encontro que mobilizou todos os países da lusofonia. Mais do que um simples evento, a par disso, o seminário revelou uma vontade expressa da China em promover uma cooperação de alta qualidade, com vista à preservação dos nossos frágeis ecossistemos.
Neste particular, o Fórum de Macau tem desempenhado um papel vital e insubstituível. Serve como a ponte que aprofunda, de forma notável, a cooperação técnica e financeira, permitindo que as práticas chinesas na economia azul sejam sustentáveis.
Julgamos que este encontro de Beijing vai justamente impulsionar os esforços internos nos nossos países, ajudando-nos a evitar os erros do passado, onde o crescimento desordenado sacrificou a natureza.
De igual modo, acreditamos que é através desta partilha de conhecimento e desta cooperação estratégica entre a China e a lusofonia que podemos alcançar um desenvolvimento articulado, onde o crescimento económico e a proteção ecológica caminhem de mãos dadas.
Por isso, esperamos que este encontro de Beijing, seja um modelo para os países da língua portuguesa e, torne o ponto de partida para uma parceria ativa e duradoura e a China continue a ser este o protagonista.
Daí que, gostaríamos de citar a célebre frase do atual Presidente da China, Xi Jinping, a qual nós também alinhamos “Águas Limpas e Montanhas Verdes são tão Valiosas Quanto Montes de Ouro e Prata”, isto, monstra mais uma vez que, “a China continua a desbravar o caminho certo do desenvolvimento da economia verde. Ora, toda esta iniciativa chinesa, emergiu como solução viável para resolver o desenvolvimento e proteção ecológica.
Ainda, consubstancia-se estas acções, a política designada “1+N” é sistema de redução emissões de carbono mais sistemático e completo mundo, facto que levou nos últimos anos uma diminuição significativa da intensidade das emissões de dióxido de carbono que ronda actualmente em 65%.