sábado, julho 25, 2026
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Parlamentares da CPLP defendem a libertação plena de Domingos Simões Pereira

Os Presidentes dos Parlamentos e Chefes das Delegações Parlamentares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defenderam, esta sexta-feira, 24 julho, em Luanda, a libertação plena do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, e o restabelecimento da normalidade democrática naquele Estado-membro.

A posição consta da Declaração de Luanda, adoptada no encerramento da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP), na qual os representantes parlamentares reafirmam o compromisso com a resiliência institucional, a justiça social e a solidariedade entre os países da comunidade lusófona.

No documento, os Líderes dos Parlamentos expressam “a mais profunda preocupação, apreensão e total discordância” relativamente à detenção do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.

Enfatizaram, por outro lado, que o acto carece de fundamento legal e representa uma afronta aos princípios da separação de poderes, da autonomia do poder legislativo e das garantias constitucionais dos representantes democraticamente eleitos.

Respeito pelas instituições democráticas

Neste particular, a Declaração sublinha que o respeito pelas instituições democráticas constitui um dos pilares fundamentais da CPLP, razão pela qual os presidentes dos Parlamentos entendem que situações susceptíveis de comprometer o regular funcionamento dos órgãos de soberania devem merecer a atenção e o acompanhamento da comunidade parlamentar lusófona.

Os signatários da Declaração de Luanda apelam, com carácter de urgência, às autoridades competentes da Guiné-Bissau para que sejam desencadeadas todas as diligências conducentes à libertação plena do Presidente da Assembleia Nacional Popular, bem como ao restabelecimento da normalidade democrática e ao pleno funcionamento das instituições constitucionais daquele país.

A XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP decorreu em Luanda, reuniu presidentes dos Parlamentos e delegações parlamentares dos Estados-membros da organização para avaliar o estado da cooperação parlamentar e reforçar o compromisso comum com a democracia, o Estado de Direito e o fortalecimento das instituições no espaço lusófono.

 

Decisões de fundo da CPLP: PARLAMENTOS DA CPLP COMPROMETIDOS COM A PROMOÇÃO DO DIÁLOGO E DA INTEGRIDADE

A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, AP-CPLP, encerrou esta sexta-feira, 24 de julho, a sua XV Sessão Intercalar, reafirmando o compromisso dos parlamentos dos Estados-membros com a consolidação da democracia, o fortalecimento das instituições e a promoção da integridade pública como bases para o desenvolvimento sustentável da Comunidade.

A sessão, realizada sob o lema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP”, foi presidida por Margarida Adamugi Talapa, presidente, em exercício, da AP-CPLP e da Assembleia da República de Moçambique.

Acordo de Mobilidade

Um dos pontos altos do discurso foi o apelo à aceleração da implementação do Acordo de Mobilidade da CPLP.
O instrumento é essencial para aproximar os povos, facilitar a circulação de cidadãos e promover a troca de saberes, culturas e oportunidades.

Realçou-se, igualmente, o papel estratégico das mulheres e dos jovens.

Ao longo de três dias de trabalhos intensos, os parlamentares analisaram propostas, aprovaram resoluções e estabeleceram recomendações que constituem um marco importante para o fortalecimento da AP-CPLP e para o aprofundamento da cooperação entre os parlamentos da CPLP.

Diplomacia parlamentar

A diplomacia parlamentar foi considerada como “um instrumento indispensável para a construção de pontes entre os povos”, tendo sido relecsnte a dedicação dos deputados, técnicos e equipas de apoio que tornaram possível a realização da sessão de Luanda.

Ao concluir, a presidente da AP-CPLP deixou uma mensagem de esperança:
“Apesar dos continentes e dos diferentes percursos, caminhamos sob a luz de uma esperança comum. Que as decisões aqui tomadas sirvam os povos que representamos e reforcem os laços que nos unem na língua, na cultura e nos valores”, expressou a parlamentar, certa da firmeza dos compromissos assumidos em conjunto, naquela que considerou ser a Pátria de Agostinho Neto, da Rainha Nzinga Mbande e de tantos outros heróis.

 

“NENHUMA DEMOCRACIA É MAIS FORTE QUANDO O PRESIDENTE DO SEU PARLAMENTO ESTÁ PRIVADO DA SUA LIBERDADE”, AFIRMA PRESIDENTE DO PARLAMENTO DE PORTUGAL
O presidente da Assembleia da República de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu esta sexta-feira a libertação plena de Domingos Simões Pereira, afirmando que “nenhuma democracia é mais forte quando o presidente do seu parlamento está privado da sua liberdade”.
A declaração foi feita em Luanda, no final da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sequência da libertação, por motivos médicos, do líder do PAIGC e presidente eleito da Assembleia Nacional Popular.
Aguiar-Branco manifestou o desejo de que a libertação de Domingos Simões Pereira seja “plena e definitiva”, permitindo o regresso da normalidade democrática e constitucional na Guiné-Bissau.
Segundo o responsável, esta posição foi igualmente refletida nos debates da Assembleia Parlamentar da CPLP e consta da Declaração Final de Luanda, que apela às instituições competentes para contribuírem para a restauração da ordem democrática no país.
Sobre a presença de Domingos Simões Pereira em Portugal, Aguiar-Branco sublinhou que o Governo português disponibilizou-se para o acolher por razões humanitárias, tendo em conta a necessidade de tratamento médico.
O presidente do parlamento português considerou ainda que a libertação do dirigente guineense representa um passo importante para a reposição da normalidade democrática, acrescentando que espera que a Guiné-Bissau possa, em breve, regressar em pleno aos trabalhos e à participação na CPLP.
Domingos Simões Pereira chegou esta sexta-feira a Lisboa, depois de ter sido autorizado pelas autoridades judiciais guineenses a sair da prisão preventiva para receber tratamento médico em Portugal. Antes da partida, prometeu regressar à Guiné-Bissau para prosseguir a sua atividade política.
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