O Primeiro-ministro de Transição da Guiné-Bissau disse dia 17 de Outubro que, cada guineense tem o direito de impedir o outro de expressar a sua opinião livremente e criticar os servidores do Estado sem insultos. Ilídio Vieira Té assegurou que, enquanto Chefe do Executivo, cada guineense terá direito a opinião sem perseguição e que ninguém sozinho pode decidir sobre a vida dos outros. “Toda gente é livre de expressar sem pressão. Chega de violência; chega de perseguição e chefe de actos em que as pessoas que se sentem intimidadas na Guiné-Bissau. O país não pode ter cidadãos de primeira, segunda e terceira classe”, disse o PM, acrescentando que, só teme a Deus, mais ninguém. “Não tenho medo de nenhum homem. Fui educado para respeitar”, disse, para mais adiante acrescentar que, cada um tem as suas valências e que uma ýunica pessoa não pode fazer às pessoas serem pessoas”.
Na sua intervenção após a inauguração da ramal eléctrica da barragem da OMVG que só agora chegou a cidade de Catió, Ilídio Vieira apelou ao diálogo entre a classe política, justificando que, o país tem problemas, mas passo a passo os demais problemas serão resolvidos.
A inauguração da rede eléctrica, segundo o PM, é um acto histórico, porque a cidade passa a ter corrente eléctrica 24 horas por dia. “Esta energia é da comunidade. Se permitirem que os ladrões estraguem é o vosso problema. Quem for apanhado, encaminhem-no para as autoridades competentes. Todos precisam de preservar o património do Estado”, aconselhou.
Divertido em alguns momentos da sua intervenção e sem qualquer referência a um único político, Ilídio Vieira Té apelou ao entendimento entre os guineenses e disse que a guerra entre os mesmos acaba por agravar a situação e não resolve. “Quem disse ser mais homem que os outros, acaba por ser humilhado. Haverá sempre alguém para comprar a tua valentia. Portanto, não precisamos de sermos mais valentes”.
Também falou de perdão e disse que, no seu caso em particular, se alguém insultar ontem, e pedir desculpas hoje, vai perdoar, porque somos humanos. “Por isso quero que perdoemos uns aos outros”, disse.
A seguir o PM afirmou que ninguém tem o direito de impedir uma pessoa falar ou agredir o outro, porque falou. “O que queremos é que as pessoas falem de forma organizada, sem insulto. Não posso deter alguém só porque falou. Chega de violência, actos de perseguição na Guiné-Bissau. Estes actos devem acabar”, reclamou, acrescentando que, somos iguais neste país. “Deus é que dá oportunidade. Cada oportunidade tem de ser aproveitada para fazer bem. Não precisamos de mostrar quem é mais valente. Mais valente é fazer as obras”.
Recentemente falou-se numa suposta ameaça de Umaro Sissoco Embaló ao PM, sobretudo depois de ter sido abortada a possibilidade do regresso que estacva previsto para 4 de Outubro. Sem precisar a direcção, o PM falo do não medo. “Não tenho medo de nada., nem de ninguém. Só tenho medo de Deus, porque é ele quem me julgará. Respeito as pessoas, porque fomos educados assim. Será que uma pessoa nos pode fazer ser pessoa na Guiné-Bissau? Portanto, precisamos de uns aos outros. Temos que sentir a vontade no nosso país. Não podemos sentir intimidados”, reforçou o PM.
O PM prometeu que o desenvolvimento da Guiné-Bissau jamais será obstaculizado. Será um país de todos e não de uma pessoa. “Estamos unidos para o desenvolvimento. Queremos que cada um sinta protegido em sua casa. Que a Polícia proteja todos. Que quando um cidadão encontrar o agente que saiba e viu irmão!”.
Falou sobre o furto do gado e pediu medidas mais firmes, mas sempre com alerta para não agredir os cidadãos. “Façam críticas construtivas e não insultos até as pessoas já falecidas. Isso não é a política. Como servidores públicos, estamos abertos às críticas que possam advir. Todos são livres de expressar seus pensamentos. Mas, falem com base nas regras e pedagogia. Critiquem o que não está bem, ninguém será impedido”.



