O enviado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Cheikh Niang, afirmou ter constatado um “engajamento real” das autoridades de transição da Guiné-Bissau para o regresso à normalidade constitucional, no quadro dos esforços regionais para a retoma do processo eleitoral.
O diplomata, que exerce igualmente funções de ministro da Integração Africana e dos Negócios Estrangeiros do Senegal, chegou este domingo a Bissau para uma visita de trabalho centrada na análise da situação política do país e na procura de consensos sobre a realização das eleições gerais.
Durante a sua estada, Cheikh Niang prevê reunir-se com representantes das forças políticas e organizações da sociedade civil, com o propósito de recolher posições e propostas sobre os próximos passos da transição.
“Viemos escutar os atores políticos e a sociedade civil sobre o que acham que pode ser feito, o que esperam e o que pode ser implementado neste período da transição”, declarou aos jornalistas.
O enviado revelou ainda que já entregou ao Presidente de Transição a carta de mandato que lhe foi confiada pela organização regional. Segundo afirmou, foi também recebido pelo Primeiro-Ministro e pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que atualmente substitui o Parlamento.
Na perspetiva de Cheikh Niang, o diálogo com os diferentes setores da sociedade guineense deverá contribuir para a definição de um calendário eleitoral ajustado às condições do país.
“Sentimos que há um engajamento real e, não como Senegal, mas como mandatário da CEDEAO, vamos continuar a interagir para que o processo eleitoral seja adaptado ao tempo”, sublinhou.
A missão decorre num momento em que a organização regional procura acompanhar a evolução política da Guiné-Bissau e incentivar as autoridades de transição a apresentarem um calendário eleitoral credível e consensual, capaz de orientar o país para o restabelecimento da normalidade constitucional.
Iaia Sama



