sábado, fevereiro 7, 2026
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Ilídio Vieira Té: “Não compreendo como é que um guineense pode estar contente por suposto abandono do Mundial à Guiné-Bissau”

Apesar de não corresponder a verdade, é muito estranho. O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té disse não entender, como é que guineense pode estar feliz, por um alegado abandono do Banco Mundial à Guiné-Bissau. No dia 7 de Fevereiro corrente em reacção a felicitação sobre a sua nomeação por parte do Banco Mundial, Ilídio Vieira Té comentou a propalada suspensão das operações do Banco Mundial na Guiné-Bissau, após os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025. O Chefe do Governo começou por pedir justiça no tratamento de informações, mas também alertar aos guineenses sobre a necessidade de unirem e não permitir que o país seja destruído por questões políticas.

“De facto recebi uma carta de felicitação do Banco Mundial e isso mostra o nosso empenho em prol do país. Como se falou bastante de uma outra carta da alegada suspensão das operações, quero que as pessoas falem também tanto desta, sobretudo aqueles que publicaram a outra”, começou por apelar o PM.

Segundo Ilídio Vieira Té, a felicitação recebida do Banco Mundiaçl é prova de que, apesar da situação ocorrida, o país está a retomar a normalidade aos poucos. Uma das provas dessa normalidade, conforme anotou, é a presença de uma missão de avaliação do Banco Mundial no país. “Estão aqui para fazer a 9ª e 10ª avaliação do Programa de Crédito Alargado com a Guiné-Bissau. O Governo ainda está a trabalhar normalmente com os demais Bancos como BOAD, BAD, BIRD. Isso demonstra aque estamos a retomar a normalidade e há um ambiente pacífico. Por isso, recebi a carta com o agrado, porque numa primeira leitura, é um reconhecimento a minha pessoa, mas também a um cidadão que nos últimos seis anos, serviu o país”, sublinhou.

O Chefe do Governo aproveitou para criticar o que considera de “cultura de não reconhecimento nos últimos tempos, enquanto estiverem vivas”. “Mas não estou a pedir o reconhecimento. Tenho um foco. Estou a trabalhar para dar resultados e deixar legado. Vamos continuar com este bom rumo e acreditamos que será assim, até quando aqueles que apostaram em nós concluírem que já não merecemos a confiança. Quando isso acontecer, vamos permitir que outra pessoa que venha dar a sua contribuição, porque o Estado é continuidade. É por isso que se fala em sequência das acções do Estado. Mas enquanto cá estiver como Primeiro-ministro e ministro das Finanças, vou continuar a servir o país com toda a energia e vontade, dedicação e amor à Pátria”, prometeu, Ilídio Vieira Té.

Para além de agradecer a felicitação, o PM revelou que, em Abril próximo, o Governo guineense estará em Washington para encontros de trabalho com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

É preciso união entre os guineenses”

Vieira té aproveitou para pedir um país com ponderação e calma, mas sobretudo os guineenses serem pessoas que acreditem nas realidades e não nas promessas. “Queremos um país onde o povo vai concentrar no essencial que é o desenvolvimento.  Um país onde as pessoas devem evitar de pensar em conflito ou instigar a guerra. Já ouvimos pessoas a falar em guerra, em banho de sangue, sem lembrar que o país já teve tudo isso e não ganhou nada. A guerra não resolveu os problemas do país. As únicas valências que podem resolver os problemas do país são, a paz, tranquilidade, patriotismo e união. É disso que a Guiné-Bissau precisa. Não precisar de ter cidadãos que apoiam o Estado, só quando estiver a frente da governação quem eles quiserem. Isso não é patriotismo. Todos devem trabalhar, porque somos cidadãos da Guiné-Bissau”, indicou o Chefe do Governo.

O PM insistiu com os guineenses para evitarem de contribuir pensando em questões partidárias, porque no final, o resultado será para todos. “É preciso convergirmos para o bem da Guiné-Bissau. Aconselho para que ninguém entre em actos que lhe possam levar ao arrependimento no futuro. Os cidadãos devem contribuir mais pela positiva e não o contrário e é disso que estarei aqui a trabalhar”, assegurou

Respondendo perguntas sobre eventual retirada do Banco Mundial na Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té assegurou que, o presente Governo está a trabalhar com esta instituição. “Pelo menos até este momento, nenhum projecto financiado pelo Banco Mundial está parado. Como Chefe do Governo, continuamos a trabalhar. Isso é que é essencial. Se existir guineenses satisfeito que o BM pode não apoiar, este não é guineense. Por, os projectos estruturantes no país, são apoiados pelo Banco Mundial. Daí que, não acredito que seja realmente um verdadeiro guineense, quem pensar que a suspensão do apoio deve ser motivo de comemoração”, estranhou o PM.

“Às nonas e décimas avaliações do FMI, serão positivas”

O governante fez questão de esclarecer a forma como o Banco Mundial relaciona com os países e mesmo sem tirar mérito, pediu para que se reconheça a soberania de Estado nesse relacionamento. “É verdade que existem apoios que o Banco Mundial dá como don. Isso temos que agradecer. Mas, em relação aos empréstimos, é bom que se saiba que, é o Estado que acaba por apresentar a sua realidade e as condições com as quais pode receber um determinado empréstimo. Posso garantir a todos que, neste aspecto, até a data presente, estamos a cumprir religiosamente com o Banco Mundial e demais instituições. Daí que digo que, saber que houve pessoas satisfeitas por uma suposta suspensão das relações, , estranha. Não acredito que estamos pessoas sejam guineenses”, criticou Vieira Té.

O PM garante que, todos os projectos estruturantes na Guiné-Bissau financiados pelo do Banco Mundial, estão em andamento. E, no seu entender, não seria salutar que o país parasse, por causa de uma pessoa, grupo de pessoas, ou aqueles que acharem que deviam estar a frente.

Na Guiné-Bissau, está uma missão do Fundo Monetário Internacional para fazer as avaliações. Questionado se acredita que se aprovado, Ilídio vieira Té assegurou que, desde que entrou na turma desta instituição (FMI), foi bom aluno e sempre aprovou.

“Modéstia parte, posso considerar-me um bom aluno do FMI. Comecei no zero e já estamos na nona e sempre tive aprovação. Por isso, estou confiante que esta avaliação será um sucesso”, prometeu.

 

Sabino Santos

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