‘Uma caravana pela Vida’ nome designado a campanha de informação e sensibilização sobre a prevenção do cancro de mama e divulgação das estratégias do alargamento da cobertura da Proteção Social na Guiné-Bissau.
A Campanha decorrera a nível nacional , esta no seu terceiro dia no interior do país desde 14 de Outubro corrente, os dias 15 e 16 foram dedicados à diferentes localidades da província sul nas regiões de Quiinará e Tombali.
Sob a Coordenação do Diretor Geral do INSS, os técnicos de saúde e da Protecção Social têm mantido contactos directos com as diferentes comunidades, sobretudo os actores da economia Informal e trabalhadores independentes para falar da saúde e da segurança social.
Fulacunda, foi a primeira paragem da Caravana em Quinará , onde o Director-Geral do INSS aproveitou para justificar os motivos do envolvimento da instituição que dirige na campanha e considerou o INSS, uma entidade do Estado responsável para acompanhar os cidadãos nos seus diferentes momentos da vida.
Dr. Cheikh Amadu Bamba Koté destacou que na verdade, Outubro Rosa foi o mês escolhido para em diferentes partes do mundo serem promovidas campanha de informação e sensibilização sobre o cancro de mama, mas o INSS enquanto entidade que garante assistência médica e medicamentosa aos cidadãos beneficiários do sistema, tem interesse em ver essa doença prevenida.
“Dados mundiais mostram que, o cancro de mama está a crescer e o nosso país não é excepção. Os técnicos de saúde conseguem apontar as razões desse crescimento e recomendar às boas práticas. São questões técnicas que queremos que vocês ousam e compreendam. O INSS quer ver todos capazes de prevenir a doença , porque acaba por mexer com as finanças. Quanto mais doentes tivermos, mais apoios assistência médica e medicamentosa custeamos. Por isso, este ano, associamos a esta campanha para com o nosso Posto Médico ajudarmos nas informações a todos sobre quais devem ser os comportamentos recomendáveis”, disse o DG.
Nessa Caravana pela Vida, o Posto Médico do INSS através dos seus técnicos junta comunidades dá informações, faz demonstração de como devem ser feitos os testes individuais e no fim alertam que, quem deve dar o último parecer sobre a doença “são os técnicos especializados”. “Os testes que estamos a recomendar aqui não decidem se os sintomas ou sinais se trata de cancro. A diferença do tamanho de mama; o caroço; o líquido estranho ou as perfurações que podem aperceber no corpo ou bico de mama, são apenas sinais. Quem vai decidir se é o cancro ou não, é o médico. Porque, o cancro não é só de mama. Pode ser cano numa outra região, por isso, as manifestações precisam de parecer técnico”, comentou, Lucinda Cassamá, médica clínica geral.
“O que queremos é que, cada um tente saber do seu estado. Façam os testes que os nossos técnicos de saúde recomendam, mas no final dirigem-se a um técnico de saúde para avaliação final”, reforçou Bamba Koté.
Alargamento da cobertura de protecção social para aos Trabalhadores da economia informal e independentes
Outro tema presente na campanha “Uma Caravana pela vida” é o alargamento da cobertura de Proteção Social para economia informal e trabalhadores independentes. O Diretor-geral, começou por lembrar que a Protecção Social é para todos os cidadãos. Infelizmente, devido às dificuldades e problemas de várias ordens, nem todos conseguem fazer parte do sistema, não obstante ser um direito Constitucional.
No caso da Guiné-Bissau, conforme Koté, a situação é ainda mais preocupante, porque o sistema trabalha até aqui, apenas com os trabalhadores por conta de outrem. “Se a Protecção social é para todos, é nossa obrigação fazê-la chegar a todos. Daí que, o INSS está a fazer o trabalho necessário para integrar todos aqueles que trabalham por conta própria através do alargamento da cobertura. Estamos a aproveitar melhores práticas de países como Costa do Marfim, Ruanda, Cabo Verde e demais outros com o objectivo de constituir um sistema que terá impacto na vida. Temos uma Comissão que está a trabalhar para, o mais breve possível começarmos a implementação deste regime”, anunciou o Director-Geral.
Nos primeiros dias, a campanha que tem passado pelos mercados e locais de maiores aglomerações tem tido aderência. Os populares que presenciaram levantaram questões e as respostas quer sobre o cancro de mama como o alargamento foram dadas pelos técnicos do INSS.



