quinta-feira, abril 30, 2026
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Fernando Dias disse “serem insultos” as declarações de PM de transição

Fernando Dias da Costa, o candidato que se declara vencedor das eleições presidenciais, diz que as palavras do primeiro-ministro de transição são “insultuosas” quando este afirma que ele esteve na Embaixada da Nigéria, refugiado, por iniciativa própria.

Em entrevista à RDP África, esta quarta-feira (22 de Abril corrente), Fernando Dias denunciou os condicionamentos constantes e atuais à sua liberdade e à do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde PAIGC. “Dizer que o Dias foi voluntariamente à Embaixada da Nigéria é o insulto. Ilídio Vieira Té está a insultar-me a mim, porque ele acompanhou tudo. Quando saí da Emvaixada, dois dias depois colocaram dispositivo policial na minha residência. Liguei ao Ilídio a pedir-lhe explicações sobre polícias na minha casa e disse-me que não sabia. Liguei ao Ministério do Interior e ninguém me deu explicações”, explicou em tom perceptível de nervos.

Fernando Dias detalhou ainda a sua situação de segurança, após deixar a Embaixada da Nigéria. “Atualmente, quando a minha viatura sai de casa, policiais controlam-na para ver quem está ou deixa de estar  no seu interior. Face a isso, que tipo de liberdade o Ilídio Vieira Té está a dizer que eu tenho”, questionou.

Sobre a detenção de Domingos Simões Pereira, Fernando Dias disse não compreender as alegações de Primeiro-ministro de transição, porque, para Fernando Dias, o presidente do PAIGC e da ANP não cometeu nenhum crime.  “O próprio Tribunal Militar que investigou o caso do alegado  envolvimento de DSP na suposta tentativa de Golpe de Estado, acabou colocando-o como simples declarante. E, por aquilo que sabemos em direito, em caso nenhum, um declarante é julgado. O Ilídio Vieira Té tem noção das leis, tal como eu, pelo que ele sabe que o Domingos Simões Pereira  é inocente. Aliás posso afirmar que ele é um preso político, por isso deve ser libertado*, exigiu.

Nesta entrevista Dias insistiu que não está livre e explicou que ele não sai de casa porque sempre que pretender sair é questionado pelas polícias sobre onde pretende ir.

“Eu não estou livre. A polícia foi colocada na minha casa, não a meu pedido. Para sentir livre, deveria ser eu a requisitar a presença de polícia na minha casa. Infelizmente não foi isso que está acontecer “, lamentou.

Sobre o regresso do ex-presidente da República Umaro Sissoco Embaló, Fernando Dias não estar contra por se tratar de um cidadão nacional, mas exige igualdade de tratamento por parte das atuais autoridades. “Se o cidadão DSP que não é candidato se encontra detido, e com possibilidade de não poder se candidatar nas próximas eleições, porque é que uma pessoa que dizem ser vítima de golpe pode voltar e candidatar? Nós os vencedores de eleições não podemos circular e ele pode estar livre a fazer a sua vida? Onde é que está o princípio de igualdade? Por isso tenho dúvidas sobre a seriedade das declarações do Ilídio Té”, sublinhou Dias Da Costa.

Fernando Dias disse que até hoje os partidos não têm acesso às suas sedes, continuam proibidas a realização de conferências de imprensa, para algumas entidades e partidos. “Tudo isso leva-me a questionar a liberdade que Ilídio Vieira Té disse que tenho”.

O candidato nas últimas eleições disse que as autoridades estão enganadas se pensam que ele sairia do pais para depois ser impedido a regressar. “Estão enganados, porque se eu sair entrarei de qualquer forma”, avisou.

Fernando Dias disse que a sua maior preocupação é ver restituída a liberdade ao cidadão Domingos Simões Pereira.

Fernando Dias disse que ele é a sua equipa sentem-se abandonados pela comunidade internacional, o candidato justificou a sua afirmação com a falta de comprimento das decisões tomadas pela CEDEAO na cimeira de 14 de Dezembro.

A União Africana também não escapou as críticas, por não ter exigido da CEDEAO o cumprimento das decisões tomadas pela organização sub-regional.  A CPLP,  a UE e ONU tiveram nota positiva de Fernando Dias, reconhecendo que fizeram seu papel e continuam acompanhar.  Dias da Costa revelou que o enviado da União Africana tinha dado garantias que vão voltar para fazer cumprir o que foi decidido pela CEDEAO, que vai desde formação de Governo inclusivo até à escolha de novo presidente de transição.

Dias da Costa concluiu enaltecendo a coragem dos observadores que várias disseram que havia um vencedor e que os resultados eleitorais devem ser publicados.

Iaia Sama

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