Reunião do Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), prevista para este sábado, foi suspensa, antes mesmo do início, por alegada proibição das forças de ordem.
Segundo um comunicado do partido, a formação política, na oposição, viu-se impedida de realizar a reunião inicialmente prevista. Sem acesso à sede nacional – encerrada pelas autoridades na sequência do Golpe de Estado na Guiné-Bissau de novembro de 2025 – o partido planeava reunir-se num hotel em Bissau, opção que acabou igualmente por ser inviabilizada.
“Na noite de 27 de março, o Secretariado Nacional do PAIGC recebeu uma comunicação do hotel previsto para a reunião do Comité Central, dando conta da visita de elementos das forças de segurança, com a indicação de que não será permitida a realização da reunião”, lê-se no comunicado.
O partido afirma ainda que o hotel teria recebido advertências das forças de ordem de que “seria da sua inteira responsabilidade qualquer tentativa de acolhimento do evento”.
O PAIGC indica que nas últimas semanas endereçou cartas ao Alto Comando Militar, que protagonizou o golpe de Estado, a pedir a reabertura da sua sede nacional em Bissau e ao Ministério do Interior a informar sobre a realização da reunião do Comité Central.
Esta última instituição teria se recusado receber a correspondência com a alegação de que precisava de “instruções superiores”, diz o partido que alega igualmente não ter recebido respostas do Alto Comando Militar.



