O Alto Comando Militar, que detém o poder na Guiné-Bissau, entregou esta quarta-feira 21 de Janeiro de 2026 ao presidente de transição, Horta Inta-A, líder dos golpistas, a proposta de data para a realização das eleições gerais no país, informou à imprensa o major-general Samuel Fernandes, vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. O Presidente da CNE já foi ouvido, mas diz que os dados actiuais para eleições não são fiáveis e que os números de abstenção são falsos. Daí, urgente, um novo recenseamento.
À saída da reunião com o presidente de transição, os militares não revelaram a data proposta para as novas eleições, embora o escrutínio deva ter lugar ainda este ano. “Cabe ao presidente de transição anunciar ao país a data”, afirmou Samuel Fernandes.
O presidente de transição reuniu-se também com o Conselho Nacional de Transição sobre a marcação da data das eleições gerais.
Primeiro-ministro de transição Ilídio Vieira Té manteve um encontro com o líder de transição Horta Inta-A salientou que foi informado sobre a marcação das eleições para o mês de Dezembro, “não sabemos a data”, cabe Horta Inta-A a emitir um decreto presidencial anunciando a data desse escrutínio. Tal como disse a carta de transição, é na base disso que está decorrer essa auscultação, disse
O chefe do executivo garantiu que o governo vai fazer tudo para criar condições para esse eleições ainda sem data, e o governo vai fazer tudo para honrar com o decreto que vai sair da presidência, e gentes não devem esquecer de que o ultimo eleições foi financiado cem % pelo o governo guineense, apesar de que o país saiu de eleições a pouco tempo e time está curto mas o governo vai fazer tudo possível para honrar com o decreto que vai sair da presidência, garantiu o primeiro-ministro Ilídio Vieira Té.
Ainda este ano 26 de novembro de 2025, horas antes de a Comissão Nacional de Eleições (CNE) divulgar os resultados das eleições gerais, militares leais ao ex-Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco, tomaram o poder e anularam o processo eleitoral, numa altura em que o candidato da oposição, Fernando Dias, já reivindicava a vitória na primeira volta.
Desde então, Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria, em Bissau, enquanto a principal figura da oposição, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, permanece detida há mais de 55 dias, sem que se saiba de que crime é acusado.
Noémia Gomes Da Silva



