A situação política na Guiné-Bissau mantém-se num impasse. Apesar do silêncio, a CEDEAO parece determinada em ver cumprida as suas directivas para a transição política após o ‘cerimonial golpe de Estado de 26 de Novembro’. Na semana finda, o parlamenmto da CEDEAO reforçou às exigência da organização feitads pelos Chefes de Estado em Dezembro de 2026 face a situação política da Guiné-Bissau, exigindo aquilo que chamam de “transição inclusiva”. Na perspectiva da CEDEAO, a transição inclusiva implica o envolvimento de partidos e figuras políticas, outrora oposição do regime deposto nas urnas, mas que entretanto se mantém o poder n Guiné-Bissau.
Ao comentar a resolução do parlamento da CEDEAO, Nelson Moreira, deputado e um dos membros de mesa do Conselho Nacional de Transição na Guiné-Bissau (CNT), órgáo legislativo instituído na sequência do golper, disse que, é importante que se faça uma interpretação realista da configuração política actual no país e cessar as afirmações em como, partidos como o PAIGC e o PRS não estão representados no Governo.
“Temos um Governo de Transição Inclusivo cuja maioria dos seus membrios são militantes do PAIGC. Isso é factual, por isso indiscutível. Não há como discutir. Portanto, o Governo é inclusivo”, começou por afirmar o deputado da CEDEAO, aludindo ao discurso da presidente do parlamento que, no encerramento de mais uma sessão, chamou atenção sobre o respeito às directivas da organização e transição inclusiva na Guiné-Bissau.
Nelson Moreira afirmou que, jamais as actuais autoridades de transição, mas sobretudo o Comando Militar recusou a inclusão. “É do conhecimento público que, foi apresentada uma proposta que, de imediato foi recusada. Todos recusaram em como, queriam que a CEDEAO intervisse. Penso que, com o passar do tempo, todos estão a compreender os fundamentos do golpe. O Comando Militar disse ter intervido para evitar uma guerra étnico/tribal. Quando decidiram abrir para a integração de todos, recusaram. O que é que se pode fazer então”, questionou.
Não obstante essas afirmações, Nelson Moreira revelou que, a nível do Comando Militar através do CNT e do Governo, está em marcha um plano. Primeiro, remodelação governamental e a seguir, integração dos membros quer das alas do Domingos Simões Pereira, como de Fernando Dias no próprio CNTR.
“Talvez as pessoas quisessem de forma específica falar-nos de alas. Nós mostramos factos que provam que, tanto o PRS como o PAIGC estãpo no Governo. São factos indesmentíveis, Mas, como o Comando Militar está a agir de boa-fé, há essa possibilidade de se abrir para a integração das alas de Domingos Simões Pereira e a ala de Fernando Dias, quer no governo, como no CNT. No Goerno, há disponibilidaded de atribuir três pastyas a cada uma das alas e no CNT, 5 lugares”, assegurou Moreira.
Numa perspectiva já crítica, Moreira refere que, esta possibilidade é uma injustiça, porque não se atribuirá pastas a ala do MADEM ou de Umaro Sissoco Embaló.
Há abertura, mas a paciência, segundo o deputado, tem limites. Para ele, não se pode passar todo o tempo a implorar um grupo de pessoas para participarem num processo do bem-estar de todos. “Acredito que, brevemente essa proposta de três pastas e cinco lugares, vai chegar aos responsáveis dessas alas. Agora, o que é verdade é que, a paciência tem limites”, disse.



