Finalmente no banco de réus. Bubo Na Tchuto, ex-Chefe de Estado-maior da Armada, apareceu no Tribunal, quatro anos após a suposta tentativa de golpe de Estado de 1 de Fevereiro na qual morreram 11 pessoas. O Tribunal Militar deverá pronunciar dentro de um mês a setença do Contra-Almirante, Bubo Natchuto. A aguardar o julgamento em casa, Bubo Na Tchuto apresentou-se no dia 24 de Fevereiro para um julgamento cujos motivos dividem a defesa com a Promotoria da Justiça Militar, encarregue de acusar o oficial militar.
A Promotoria Militar pede uma condieção de 6 anos, enquanto que a defesa considera de inexistente qualquer motivo para Bubo Na Tchuto ser condenado, pelo que acreditam na absolvição.
Para além dessa guerra de argumentos, Bubo Na Tchuto que passou três anos na prisão após o caso 1 de Fefvereiro, foi acusado pela Promotoria da Justiça Militar de ser coordenador da suposta tentativa de golpe de Estado. Segundo a Promotoria da Justiça Militar, Bubo Na Tchuto cometeu crime de Tentativa de Alteração da Ordem Constitucional e Assassinato do Presidente da República.
A defesa reacção a acusação e critica a formulação da acusação. Segundo Marcelino Ntupé, em nome do colectivo da defesa, não podem existir essas duas figuras, porque, quando uma acontece, automaticamente a outra existe.
“Acusaram o nosso constituinte de supostamente ter cometido dois crimes: Tentativa de Alteração de Ordem Constitucional e tentativa de asassinato do Presidente da República. Acho descabida esta acusação, porque, se se subverter a ordem, o Presidente é sequestrado; se se assassinar o Presidente, a ordem constitucional automaticamente se subverte. Portanto, tecnicamente a acusação está mal formulada”, começou por referir o advogado.
Neste processo, Bubo Na Tchuto é, segundo a Promototria da Justiça Militar, quem orquestou toda a preparação para o alegado giolpe de Estado.
A defesa contra-ataca e pergunta, como é que, alguém que coordena um golpe só é acompanhado de dois militares na Marinha à hora dos acontecimentos. “Pensamos que a Promotoria da Justiça Militar não tem quaisquer elementos para acusar, Bubo Na Tchuto. Pediram uma condenação de seis anos, mas acreditamos que, pelos factos apresentados quer por eles, como da nossa parte, Bubo Ña Tchuto será absolvido”, disse o advogado.
Confiante no resultado positivo da setença para o seu constituinte, Marcelino Ntupé assegurou a imprensa que, quando você lê a acusação da Promotoria Militar, ficas dsem qualquer dúvida de que o processo nem devia existir.
“Porque a fundamentação só cinbgiu em casos inexistentes”, afirmou para assegurar que, acvreditavam que, a setença devia acontecer em 15 dias. “Mas o colectivo determinou 30 dias, vamos aguardar”, rematou o advogado.



