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Fórum sobre DTN recomenda mais investimento e a capacitação dos Jornalistas

Decorreu em Cotonou (Benin) de 29 a 30 de Janeiro último, o quarto Fórum dos Médias sobre a Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN).  Durante o Fórum que juntou jornalistas, técnicos de saúde e responsáveis de diferentes instituições no domínio do saúde, foram abordados vários temas que consideraram DTN “um desafio para a saúde pública em África”. Não obstante assinalarem alguns progressos, ficou evidente a falta de informação e do investimento dos Estados no domínio da saúde. Daí que, os Estadops e as organizações foram desafiados a consolidar os ganhos, reforçar os mecanismos de financiamento e intensificar a comunicação mediática em favor da sua eliminação duradoura. Há mesmo entendimento de que “as Doenças Tropicais Negligenciadas” recuam onde o empenho político é evidente”.

O 4º Fórum dos Media sobre as DNT, sob o tema “Da negligência à visibilidade” tinha como  objetivo: recordar que os progressos alcançados não são irreversíveis.
«As DNT recuam onde o empenho político é constante. Reaparecem logo que a atenção diminui», advertiu Youssouf Bamba, presidente do REMAPSEN, sublinhando a responsabilidade dos media no acompanhamento das políticas públicas. Durante muito tempo, as doenças tropicais negligenciadas foram percebidas como uma fatalidade ligada à pobreza. Hoje, os dados de saúde contam outra história: com estratégias adequadas, elas podem ser eliminadas. No entanto, esta dinâmica positiva continua ameaçada por um desengajamento progressivo e uma atenção pública insuficiente”.

Segundo dados tornados públicos no Fórum, as doenças como elefantíase, tracoma ou dracunculose continuam a afectar milhões de pessoas, especialmente em zonas rurais isoladas. “Para além do impacto médico, estas patologias provocam consequências socioeconómicas significativas: perda de produtividade, abandono escolar, estigmatização e empobrecimento das famílias. Efeitos a longo prazo que retardam de forma duradoura o desenvolvimento local”.

Um dos países que fez progressos na luta contra DTN é o Benin, ao ponto de eliminar mesmo algumas delas. Para o Dr. Jean Kouamé Konan, representante residente da OMS no Benim, estes resultados são fruto de “esforços prolongados, que exigem um financiamento estável e uma monitorização epidemiológica permanente”. No entanto, a redução do financiamento internacional, conjugada com prioridades orçamentais concorrentes, fragiliza os programas nacionais. Representando o ministério da Saúde do Benim, Fançoise Sybille Assavedo defendeu uma maior apropriação dos programas pelos Estados africanos.

“A sustentabilidade passa por recursos internos e pela implicação do setor privado. A eliminação das MTNs é um investimento rentável para as economias africanas”, insistiu ela. Por sua vez, a ONG Speak Up Africa apela a uma comunicação mais estratégica. “As populações devem compreender que estas doenças podem desaparecer, mas apenas se os esforços forem mantidos”, explicou Yaye Sophiétou Diop, diretora de parcerias, lembrando o papel chave dos jornalistas na pedagogia sanitária.

Ao usar de palavra no acto final, o presidente do REMAPSEN, Bamba Youssouf, lembrou que «a informação correta, acessível e responsável pode ser uma arma poderosa contra as doenças tropicais negligenciadas». Ele enfatizou o papel central dos media, capazes de quebrar tabus, sensibilizar as comunidades e questionar os tomadores de decisões.
Os participantes recomendaram o avanço com a agenda africana para a eliminação das DTN. Para a REMAPSEN, recomendaram a implementação de uma estratégia mediática regional alinhada com a agenda da OMS 2030. “Organizar formações especializadas e sessões de mentoria.

Pediram para institucionalizar o fórum como um encontro continental periódico e valorizar os sucessos africanos na eliminação das NTN.
Aos jornalistas e meios de comunicação pediram a integração das DTN nas agendas editoriais e produzir conteúdos aprofundados em línguas locais. “Utilizar as novas ferramentas digitais (podcasts, jornalismo de dados, storytelling) e combater a estigmatização e reforçar a ética profissional”.
Em relação aos governos e instituições públicas, os participantes recomendaram o aumento dos financiamentos nacionais destinados às NTN e a integração das DNT nos sistemas de saúde primários.
Os Governos foram recpomendados a facilitar o acesso dos meios de comunicação aos dados oficiais.
Referente aos parceiros técnicos e financeiros recomendaram apoios a iniciativas de comunicação estratégica e o acompanhamento das produções e conteúdos de qualidade.
De igual modo recomendaram um financiamento de forma sustentável os planos de ação mediática.

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